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Conflitos: Como conviver com a sogra!

Autor: Darleide Alves & Sudaleif Alves (Editora Faz Bem)
A relação com a sogra.

Como conviver com a sogra.

É claro que você encontra sogras que demonstram muito bom senso, que evitam tomar partido nas brigas ou atritos do jovem casal. Algumas se dão tão bem com o genro que demonstram admiração por ele ou agem de forma sedutora que tem como finalidade apenas agradá-lo com o intuito de proteger a própria filha no casamento.

Os casos mais complicados são aqueles em que a relação do filho com a mãe é de extrema dependência. Para essas mães, nenhuma nora irá merecer integralmente o seu filho, que para ela é perfeito (inteligente, trabalhador, o homem que toda mulher gostaria de ter como marido).

Nessas condições de forma clara ou velada tem início uma guerrilha entre sogra e nora. Muitas vezes o relacionamento entre elas parece razoável, mas se esconde atrás de falsidades ou partem definitivamente para claras hostilidades.

Esse homem que sempre teve uma relação de dependência e simbiose com a mãe, naturalmente vai agir como um marido-filho da sua parceira. Ele reproduz no casamento atitudes semelhantes que tinha com a mãe. É importante observar que sogras e noras têm muita coisa em comum. Podem ter traços autoritários, dar palpite em tudo e demonstram habilidade em conseguir tudo aquilo que desejam.

É importante para a sobrevivência e manutenção desse modelo de casamento uma conversa franca que reafirme os laços de confiança entre o casal e que consigam delimitar o espaço próprio onde a privacidade e intimidade deles sejam respeitadas.

É necessário negociar acordos para evitar a obrigação dos tradicionais almoços de domingo na casa da sogra, e um passeio… a três. A nora deve colocar limites com habilidade para não gerar desconforto, mas marcar de forma clara a sua posição.

Quando o jogo de sedução não funciona mais com o filho, o próximo alvo serão os netos, aonde afeto e sedução irão se confundir.

Esses conflitos quando não resolvidos podem ser motivo de ressentimento, de discórdias que vão sendo escondidas embaixo do tapete. A conseqüência é que o relacionamento conjugal vai se fragilizando e, a partir daí, se agrava e o casal passa a falar de separação.

Essa situação pode interferir, é claro, na sexualidade. Quando você tem alguém sempre dando palpite no cotidiano do relacionamento, o interesse e o entusiasmo entre o casal diminuem muito. Por isso, é necessário que haja muita transparência e sinceridade: deve-se conversar com a sogra, para que ela também possa canalizar sua energia para os seus próprios projetos, compartilhando com o filho e nora um relacionamento de respeito e admiração.

Fonte:
Moacir Costa Médico psicoterapeuta. Autor do livro Quando o sexo é mais rápido que o prazer – Prestígio Editorial

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Comentarios

Este artigo teve "2 Comentários"

  • christina disse:

    Muito obrigada pelo artigo sou sogra ha um ano e sou avo, tenho 38 anos, tive muitas dificuldades no inicio pois meu filho tem 19 e minha nora 17… fiquei perdida… e apavorada… agora estou mais tranquila e esse artigo me fortaleceu…

  • Jennifer disse:

    Realmente não é nada facil lidar com uma sogra que interfere na vida conjugal do casal, sou casada e ja passei por problemas similares a do artigo, apesar das inumeras conversas minha sogra nunca entendeu nossa necessidade de privacidade, muitas vezes ela hostilizou o filho outras vezes a manipulação e raiva acabou sobrando pra mim, hoje nos falamos e nos vemos bem menos pois depois de 10 anos de casada ela ainda quer controlar nossas vidas e para conseguirmos ter paz tivemos que nos afastar e estamos felizes, e mais unidos do que nunca, infelizmente quanto aos meus sogros não posso dizer o mesmo pois nos vemos apenas em casamentos e enterros familiares pois a convivencia ficou inviável.
    Existem pessoas que não mudam nunca , infelizmente

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