Morte. E agora?
Por que teve que ser assim? Como será daqui para frente? Para alguns ela é rápida e às vezes nem tanto. Há quem tenha tempo para fazer recomendações e declarações. Poucos se compadecem quando é com os outros, mas todos correm risco. Apesar da vida está sendo desvalorizada em cada cena, não fomos criados para morrer, por isso nossa natureza a rejeita tanto e o suicídio choca qualquer um. Quando o espetáculo termina, a luz se apaga, é inevitável permanecer no palco. Assistimos, a todo instante, o assassinato da mais importante obra. Já se nasce morrendo. Ao sobreviver você atua em dias decadentes e a qualquer momento o show é interrompido. Cadê os aplausos? A correria desacelerou, restou o silêncio e a pergunta: E agora?
Já vivemos mais e nunca é demasiado, a menos que desistirmos. Ezequias era um poderoso rei que ficou doente. Um experiente profeta chamado Isaías foi visitá-lo e disse o que ninguém deseja ouvir: “Ponha as suas coisas em ordem porque você não vai sarar. Apronte-se para morrer.” Espantado, de cabelos em pé, com um calafrio na espinha dorsal e a voz embargada, o governante Ezequias virou o rosto para a parede e clamou: “Ó Senhor Deus, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente.” O que faz você chorar tanto? Por que está aí desse jeito? Perder quem amamos é ter grande parte de nós delacerada. Até os mais fortes são de carne, sangue e “barro”. Ao servirmos com todo o coração estamos destinando toda energia para um só ponto, o qual deve ser o mais importante, se não é desperdício e burrice. Invista o poder da vida de forma fidedigna. Ter a vida em ordem é estar preparado para as surpresas do cotidiano. Quando tudo falha e diante de seus olhos esbarra a parede da incerteza, aquem você recorre?
Aquele que também chorou, viu e sentiu as lágriamas do bom rei. O relato bíblico diz que Isaías saiu do quarto em que o rei estava, mas, antes que tivesse passado pelo pátio central do palácio, escutou a ordem para voltar e dizer ao enfermo: “Eu, o Senhor, escutei a sua oração e vi as suas lágrimas. Eu vou curá-lo, e daqui a três dias você irá até o Templo. Vou deixar que você viva mais quinze anos.” Em seguida foi posto uma pasta de figos em cima da úlcera do rei, e ele ficou bom. Incrível, não? O poder que ressussitou Lázaro, depois de quatro dias do sepultamento, prolongou o tempo de vida de Ezequias. Como argumentar, racionalizar fatos dessa magnitude?
Onde está Deus quando as tragédias acontecem? Quando a inquisição tortura nossa fé e as ditaduras censuram o direito de sermos diferentes? Por que não impediu? Você pode fazer todas as perguntas, e é bom que faça. Ele ouve e responde todas! As coisas não podem ser exatamente de acordo com a sua vontade, haja visto é perigoso demais confiar em quem não tem o controle da cituação. Por acaso o mar e o vento lhe obedecem? Quando foi a última vez que andou sobra as águas, restitui a visão e fez um paralitico andar? É você que mantem o planeta suspenso e pinta as asas das lindas borboletas sem repetir um modelo? As vezes somos tentados a crer mais na morte do que na vida, e assim matamos a esperança.
Quando sofremos as consequências de nossas escolhas, e andamos por um vale escuro como a morte, o Pai está exatamente no lugar de quando seu Filho morreu; segurando suas cansadas maõs, enxugando suas lágrimas e sussurando em sua consciência: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”. Mais importante do que ter vida é o que fazemos com a mesma. Isso é determinante e evitaremos dor em nós e nos demais. É hora de pedir com humildade e buscar fé no Templo da Glória. Existe cura para suas mazelas. Aceite-a!
A morte é um sono e todo sono é passageiro, não importa se adormecemos na terra, no mar, no ar. A morte tem dias contados, não mais existirá. Teremos nossos queridos de volta, retornaremos como protagonistas de uma nova história. Doravante descanse nos braços do Criador, repouse sobre seu colo, esqueça o passado cruel, reconheça sua dependência, perdoe tudo e todos. Na certeza de um novo tempo, viva cada segundo em paz. Aproveite!
II Reis 20:1-7 | João 11:25 | Apocalipse 21:4
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
Choro. E agora?
Travesseiro molhado, o dia parece não chegar, o nó na garganta dia e noite, o peito apertado e mãos geladas, tudo por causa de algo ou alguém. Até quando? Relacionamentos desgastados, as saídas estão fechadas, a luz do fim do túnel queimada, não dá para voltar e fazer diferente. Quantas palavras benditas foram caladas, elogios mofados por deixar para depois, agora falta um ombro, o calor rosto a rosto, não tem um ouvido amigo, sumiram todos. Você está sendo expulso da placenta, o cordão umbilical prestes a ser cortado, e diante do futuro incerto a pergunta presente é inevitável: E agora? Contrações indicam vida por vir. Jamais aborte a sua chance. Por mais que as passagens da vida sejam apertadas e difíceis, se a separação da madre geradora o torna vulnerável e se te pegaram pelos pés e deixaram sua cabeça, razão e emoções para baixo, lembre-se que alguém te ama, e você também é responsável por isso. Não tente fingir ou fugir. É a sua vez de nascer de novo. É agora! Você tem tanto valor que o preço foi pago com lágrimas de sangue. A cruz está vazia! O sacrifício já aconteceu, o Cordeiro chorou em seu lugar. Por favor, levante-se, mude o humor, olhe ao redor e verás um ser dependendo de você. Não resista a tentação de ser do bem, abra os olhos e lave os portões da alma. Se for para alguém ser feliz, chore a lágrima “com paixão”. Os olhos que choram também podem enxergar o horizonte. Lágrimas sinceras ou não, de alegria ou depressão, de amor ou dor. Elas revelam gota a gota sentimentos que traduzem o que temos sido e o que desejamos ser. Entendo que muita gente boa raramente deixa-se chorar, parece que o canal por onde passa a lágrima está necessitando de uma ponte. Permita que seus sentimentos sejam expandidos. Viver faz bem. 
Há muitos especialistas em choro, basta uma palavra, um gesto, um grito, um silêncio, uma ordem, um olhar. Quando guardamos um sorriso, recolhemos um abraço, fechamos o semblante e aceitamos a máscara carrancuda que nos esconde atrás do que nem sempre somos, ou nunca deveríamos ser, tiramos do outro e de nós mesmos a oportunidade de paz e felicidade. Pisamos na bela flor, cuspimos na face do Resgatador, seqüestramos sonhos, prejudicamos gerações, crucificamos a esperança e aumentamos a produção de monstros sociais, gente capaz de matar e morrer, apesar da dó, da dor e do choro.
Não chore por qualquer coisa ou motivo, chore somente pelo que importa. Quando chegar esse momento seja você. Que o universo saiba e contemple em cada lagrima vertida o puro sentimento de quem é verdadeiro; humilde e equilibrado na montanha ou no vale, na tempestade ou na calmaria, na miséria, na angustia, na solidão, no calvário ou na ascensão.
Você não foi criado para sofrer, nem tão pouco para chorar. Todo caos pode ser evitado, escolhas prudentes determinam o futuro. A felicidade que deveria ter sido perpetuada no Éden foi restaurada e está ao alcance. Toda lágrima não tem valor, é incalculável. Lute por ela. Vale à pena. “Felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará”. Mateus 5:4
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
Conflito. E agora?
Render-se, aliar-se, viver, salvar, perder, ganhar, matar, morrer. Essa guerra interior parece não ter trégua? Esconda-se no lugar mais longínquo, isolado e profundo; ainda assim haverá conflito. Fuja e ele te encontrará. Em palácios e choupanas, nos arquitetônicos prédios de Dubai, nas torres de New York, nas praças de Icó, em cima e em baixo da ponte, a falta de paz é tão certa quanto a tragédia no Haiti. O desassossego foi longe, de coração a coração, alvejou pais e filhos, sociedades, células, governos, impérios. O mundo está em desvantagem na disputa pela paz por que o maior conflito é localizado, individual, constante e intenso, dentro de mim e de você trava-se uma guerra.
Quais são as suas armas? Lembre-se que há poder no diálogo e no silêncio. Por vezes calar é preciso, falar nem sempre é uma boa defesa. O adversário conhece seus pontos fortes e débeis? A sua área de atuação está minada. Calma! Cada passo deve ser calculado, não arrisque sem planejar, as decisões de hoje determinam seu amanhã. Algumas questões devem ser consideradas.
Como está sua defesa? Proteja os pontos vitais. As conquistas de um guerreiro “sem” coração não trazem glória. Vergonha, medo, impiedade, frieza, são escudos frágeis. Cadê a compaixão que norteava suas ações? Conflito algum deveria torná-lo um cruel gladiador.
É hora de atacar! Após estudar cuidadosamente o plano, fazer o reconhecimento da área chegou o momento da execução, da prática. Comece por você, elimine o ódio que te sega. Destrua sem dó a indiferença, a impaciência, a infidelidade e a inverdade armazenadas no porão escuro e imundo de tua existência. Detone, extermine esse pesadelo covarde que obstrui a amabilidade, a benignidade e a mansidão.
Prepare-se para a vitória. Surpresas acontecem mesmo que esteja colecionando derrotas. Apesar das quedas, com tantas baixas, você ainda está na ativa e em seu campo de atuação pode haver êxito. É claro! Você vai brilhar. Pense nas lições aprendidas, você é capaz e todo inferno tem fim. O céu é para não desistentes. Quando se alistou nessa jornada, combateu o bom combate, nocauteou seus temores, elevou sua patente no exército dos seres que lutam pela felicidade. Esse é o seu maior desafio e sua maior motivação. Seja feliz e faça outros também.
E agora? Abaixou a guarda, está prestes a ir para a reforma, para a galeria histórica. O conflito não terminou. Renova-se a cada instante através daqueles que sonham com dias melhores, com uma nova terra. A batalha que você enfrenta nunca deveria ser maior do que o seu desejo de vencê-la. Não aposente o capacete da justiça, as sandálias da sabedoria, a couraça da humildade. Você é um lutador de elite, é filho do Rei. O Comandante tem acompanhado atentamente cada operação, e agora te ordena: Levante-se! Por é que você está aí desse jeito, com a cara no chão do fundo do poço? Abatido mas não derrotado, ferido, mas não acabado, abandonado, mas não sozinho. Existem anjos de esperança como guarda-costas a sua disposição, conte com eles.
Você é o general de suas escolhas, use a artilharia da amizade a seu favor. Não abandone nenhum que lhe custa caro, blinde todos com seu afeto, e se por algum motivo vier a cometer algum deslize, vá até ao Príncipe da Paz e diga: “Faze-me prisioneiro teu para que eu seja verdadeiramente livre.” Aí você ouvirá uma voz, suave como a brisa, dizendo que lhe toma nos braços e enfrenta ao seu lado todos os conflitos, pois você é mais do que soldado. É veia do coração, ramo da árvore, é a coisa mais espetacular, é filho, é a razão de o Pai derramar todas as lágrimas, parar o sol e a lua, abrir rio e mar, multiplicar pães e peixes, acalmar a tempestade, ser ferido e dá a própria vida. Ele sabe, ele ouve, ele vê. Seu labor não passa despercebido.
“Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos”. Mateus 5:9
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
Dor. E agora?
Das Dores, Dos Remédios, Saúde, Alívio. Você também deve conhecer alguém com um desses nomes. Pessoas que no nome ou no corpo passam pela vida como se fosse um vale de dor, gemidos e lágrimas. Nos leitos de hospitais, em camas caseiras, nas esquinas, ruas e praças, há alguém dolorido. Mulheres e homens, cada um com sua estrutura, estão suportando dores mais ou menos intensas. Conviver com elas significa quase nenhum prazer, simpatia e ânimo. Em alguns, ela é lenta, em outros é rápida e fulminante. Acompanha-nos desde o nascimento e por vezes tira o fôlego, nos muda de cor, paralisa, derruba, nos leva a condição de desespero e total dependência. Percebemos que alguns seres em momentos de dor extrema têm atitudes positivas. Tranqüilidade e esperança estão em suas palavras e gestos. Isso é possível por quê?
Aquele que suportou sobre si o fardo de todas as pessoas, sentindo a dor que não merecia, não escondeu as lágrimas, não reprimiu calafrios agonizantes. A dor foi tamanha que fez transpirar gotas de sangue, explodiu o coração comprimido. Apesar dos espinhos cravados na cabeça, mãos e pés transpassados, peito perfurado, sede e vergonha massacrantes, esse homem teve equilíbrio emocional, esperança profunda, confiança exemplar. Entre dores carnais e espirituais deu orientações, fez recomendações, perdoou e transplantou o coração ladrão do bandido crucificado ao lado.
Ele se preocupou com a dor de seus familiares, amigos e inimigos. Horas antes de ser condenado injustamente, lavou os pés imundos dos discípulos. Deu graças e repartiu o pão. O Mestre que foi desfigurado sabia o fim desde o começo, porém, não antecipou as dores. Isso lhe diz algo? O Libertador foi rejeitado e desprezado por todos; não era bonito nem simpático, nem tinha nenhuma beleza que atraísse a atenção. Ninguém se importou com ele. Andou na contramão, correu todos os riscos, se contorceu, aceitou o cálice mais amargo, pagou alto preço para que nossas feridas fossem saradas.
Infelizmente, é grande o número de pessoas que carregam uma pesada cruz e não conseguem fazer dela uma ponte para a vida. A coroa de espinhos, que penetra na cabeça, não lhe lembra que o Rei está no comando? Nossas dores ofuscam a visão, impedindo de olhar para cima, de onde vem o socorro. Temos dificuldade para entregar o espírito nas mãos do Pai. A exemplo do malfeitor preso no madeiro; reclamamos, duvidamos, padecemos pendurados na descrença. Sugamos da esponja do gólgota todo liquido entorpecente, escolhendo a inconsciência em vez da razão. Sujeitamos-nos a dar o grito da maioria, liberamos o Barrabas anônimo e levamos para a nossa cruz de cada dia o Famoso Carpinteiro. Esquecemos que só nele o coração pode descansar, não importa o turbilhão de emoções negativas.
Em meio à dor, é possível aprender, ensinar, morrer para caprichos pessoais, reviver. O amor cura. “As montanhas podem desaparecer, os montes podem se desfazer, mas o meu amor por você não acabará nunca”. A declaração narrada por Isaías, no verso dez do capitulo cinqüenta e quatro, é do autor da mais importante obra: nós. Ele prometeu cessar a dor e o pranto. Dá novas forças aos cansados, dá alento, lenitivo para você. Os sussurros da alma, consciente ou não, são sentidos no amorável coração. Não há uma dor sequer que não seja percebida. O Redentor lhe compreende. Debruce a cabeça pesada de preocupação sobre o peito dele, e ouvirá em cada pulsação: “Acalme-se! O Poder que criou o céu, a terra, o mar e tudo que neles há, está à sua disposição”.
Experimente se refugiar no esconderijo do Senhor da vida. Valorize o sacrifício salvívico. O Cordeiro que tira a dor do mundo, com gemidos inexprimíveis sofreria tudo sozinho, só por você. Se for seu desejo, peça agora fôlego de esperança. Confie, relaxe, faça a sua parte.
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
Dúvida. E agora?
É ou não é? O que, quando, como, por que, para que? Duvido que nuca tenha dúvida. E se não for assim? Mas se não der certo? Qual será? Até quando você vai ficar dividido entre dois senhores pensamentos? Sem sátira ou ironia devo perguntar: Já duvidou de si mesmo? Quantas vezes você se titubeou a respeito de alguém? Desconfiar do próximo é mais fácil e prático. Aos olhos de sua mente uma pessoa cheia de dúvidas, indecisa, merece assumir grandes responsabilidades? Diversas pessoas tomam decisões apressadamente, no calor da paixão, e depois são acusadas, condenadas por tamanha tolice. Dia a dia, nos movemos entre dois pólos opostos: razão e emoção.
Na dúvida o governador Pilatos lavou as mãos. “Quem é que vocês querem que eu solte: Jesus Barrabás ou este Jesus, que é chamado de Messias?”. A multidão respondeu imediatamente: “Que o castigo por essa morte caia sobre nós e sobre os nossos filhos”. Ao meio-dia de sexta-feira, o condenado já estava cravado na cruz e começou a escurecer. Durante três horas, a terra ficou na escuridão. Às quinze horas, Jesus dialogou com o Pai e logo em seguida morreu. Houve um grande terremoto. O oficial do exército e os soldados escalados para aquela execução presenciaram tudo e disseram: “De fato, este homem era o Filho de Deus!”. O castigo de uma decisão precipitada pode ser a prisão da liberdade, a falência da vida.
Por causa das nossas escolhas, relacionamentos são abalados, a terra debaixo dos pés parece sumir, gerações são atingidas e o mundo agoniza. Jesus fez a escolha certa! Sem dúvida a sua missão foi cumprida. Quanto a você, precisa decidir. Não passe sua responsabilidade para outros. Agora é a sua vez de agir. Resista à pressão e assuma os riscos. Pilatos não deu atenção aos conselhos da esposa, mas fez a vontade da maioria. Quando ouvir duas vozes falando a seu coração, veja quem é a razão e sem perder a emoção governe com segurança. Lembre-se que sempre exercerá influência sobre alguém. Há poder no silêncio e nas palavras.
Adão duvidou que fosse possível concertar a péssima escolha de sua esposa Eva no jardim da criação. A mulher de Ló não deu crédito ao que o Senhor falou ao seu esposo na saída de Sodoma e virou uma estátua de sal. Somente oito entraram na arca que sobrevivera ao dilúvio. O rei Nabucodonosor acreditou na interpretação de Daniel a respeito do sonho que mudará a história do planeta terra. Ignorar esses fatos decisivos é considerado uma ofensa, pois jamais devemos condenar a opinião alheia.
Na dúvida, não ultrapasse suas fronteiras. Limite-se ao seu torrão, ao conhecido. Quando ela arrebatar seus sentimentos e estacionar a pergunta: E agora? Que o “sim” de você seja sim, e o “não”, não. Duvide com fé das propostas fáceis do anjo caído que, se preciso for, faz uma serpente falar, se disfarça de bonzinho e inculca a dúvida do mal. Nesse caso não deve haver diálogo, resista e o duvidoso foge.
Você não precisa andar assustado, desconfiado, descrente. Não ponha a dúvida onde não é necessário, evite ser ela. Amenize o lado de quem está injustiçado, sofrendo um pré-julgamento. Indubitavelmente será recompensado. O que há de vir vem, e não tarda. O melhor está assegurado para você. Deposite sua confiança no Pai da verdade, naquele que não poder haver dolo, mácula, insegurança, dúvida.
A luz que recebe agora é uma guia em sua trilha, ilumine cada passo, desvie-se do mal e viva com esperança. Que seus empreendimentos, em todas as áreas, sejam alicerçados em decisões aconselhadas pelo Mestre. Faça dessas palavras sua prece modelo: “E não deixes que seja tentado, mas livra-me do mal”. Mateus 5:37, 6: 13 e 27:17-25.
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
Emprego. E agora?
Muitos pretendentes, poucas vagas. Mais trabalho, menos emprego. O número de pessoas na fila da oportunidade é maior do que a quantidade das que estão do lado de dentro das empresas. Empregado e empregador têm a relação afetada a todo instante, a competição interna e externa mexe com o nível de satisfação e aguça a necessidade de se ter e ser. Mesmo ganhando, o beneficiado deseja mais. Prazer e felicidade são associados a poder e fazer. Quem manda ou obedece, lideres e liderados, têm o coração oprimido quando o egoísmo demite o altruísmo e a indiferença sufoca a compaixão.
Um ser – humano desalmado, tomado pelo espírito do “eu”, abala as mais sólidas estruturas de quem é passível de suas influências. As ações e omissões produzem seqüelas capazes de desestruturar uma vida por toda existência. Milhões de pessoas sofrem por causa de um emprego. Aposentados enfrentam dificuldade ao saírem da ativa. Jovens de todo o mundo desejam viver a primeira experiência e crianças são exploradas em diversos lugares. Para alguns o emprego é vida, para outros dor e desilusão. A realização profissional nunca será medida pelos valores contratados e pagos.
A felicidade dos que buscam ou tem um emprego deve ser gerida pelo sonho de servir e a esperança de ser abençoado, e isso independe do que pensam ou falam de nós, se a injustiça não quer largar seu pé e se arrancaram do peito a dignidade, a fé e a coragem. As palavras malditas, o grito contido, o medo sombrio, as lágrimas de angustia e sintomas atestados no corpo e na mente, podem conduzir a um estado deplorável. Parece não ter volta, o fim chegou. Não admita esses sentimentos. Você vale infinitamente mais do que recebe. Redirecione o foco, olhe para o positivo, é hora de deletar o que te machuca e esvaziar a “lixeira”. Esqueça! O tempo é precioso para ser empreendido em temas que consomem suas energias. Há muita vida para ser experimentada. Não insista no que rouba a paz.
O emprego dos seus sonhos está disponível no coração daquele que te criou e tem visto carinhosamente seu currículo. Ele sabe quantos dependem de você e o quanto necessita confiar. Capacite-se. Relacionamentos interpessoais, equilíbrio emocional em momentos de pressão ou tomada de decisão, fidelidade a princípios imutáveis e humildade sincera, serão como trampolim nos saltos que precisa dar. A jornada de aprendizado e crescimento não deve estacionar diante de um sim ou de um não. O mantenedor do fôlego que impulsiona sua vida não tem limitações de tempo ou espaço. Ele é o primeiro a ouvir seu clamor: E agora?
Traição, falsidade, calúnia, desprezo, decepção. Nada disso deveria existir em um ambiente de trabalho. Tire as pessoas e os problemas cessam, conflitos deixam de existir, produtividade também. Mulheres e homens podem ser perfeitos quando se esquecem de si mesmo e dedicam-se inteiramente ao sonho de realizar uma missão. O preço da união é incalculável, o trabalho de alguém que pensa mais nos outros é impagável e a força que move é mais forte do que a morte, o amor. Postura e atitude de funcionário do bem cabem e inundam qualquer repartição. Para esse sempre haverá uma vaga, pois a misericórdia do Senhor lhe acompanhará de dia ou à noite, no calor ou no frio do deserto, na tristeza ou na alegria. “Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas”. Mateus 5:7
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro: E agora? A pergunta da vida.
Esquecer. E agora?
Na vida é assim, quem apanha jamais esquece. O que você prefere jogar na cesta do esquecimento? O que tem sido difícil de esquecer? O tombo que levar no decorrer de sua passagem por aqui pode cair facilmente no esquecimento só na cabeça de quem o provocou. Quando tudo culminar, como você vai ser lembrado? Toda calçada da fama tem seu fim. As pessoas mais lembradas, nem sempre são as que aparecem mais. Porém, não podemos negar; quem não é visto está mais propenso a não ter reconhecimento. Recordamos com mais facilidade os registros mais intensos, coisas, fatos e seres que de alguma forma atraíram a nossa atenção. Dissabores nos relacionamentos fizeram de você uma pessoa desgostosa? São por esses desprazeres que agora sofre? Um dos piores sentimentos é o que fica quando não somos lembrados, principalmente por quem tanto amamos.
Esquecer datas, detalhes, gestos, palavras e cenas até que dá para passar, mas ser deletado da memória de alguém é terrível. Para alguns, tudo pode ficar para trás, menos seus atos. O que faz ou deixa de realizar, pode impactar a mente de seus espectadores. A cobrança por parte dos que lhe cercam deveria terminar quando iniciasse o seu livre arbítrio. Ainda assim seu testemunho, positivo ou não, pode marcar para sempre a vida de alguém.
Marcas indeléveis são deixadas onde estamos. Nem sempre nosso rastro é fácil de ser apagado. Só em pensar como tudo aconteceu seu semblante muda, e um mal estar toma conta interiormente. A lembrança de como você foi até aqui tortura sua consciência, se pudesse usaria uma borracha para apagar muito de suas ações, gostaria que tudo fosse diferente e lembra-se a todo o momento: E agora?
Esqueça. Não dê atenção, não fique olhando para as cicatrizes herdadas no conflito. O tempo se encarregará, mas você necessita colaborar para isso. Guarde nas gavetas de sua mente, só o que lhe traz esperança. “Finalmente, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” Como pode jorrar algo puro, limpo e límpido de uma fonte repleta de sujidade? Que de você emane tão somente o bem.
Não é fácil conviver com traumas, administrar sentimentos como indiferença, ira, esquecimento. Se a sua vida perdeu o sentido, não sabe qual rumo tomar, está envolvido em um cataclismo, lembre-se do teu Criador. Você está escrito nas palmas das mãos dele. Você consta na agenda principal, é lembrança constante, propriedade exclusiva. Seu amor por você é irrefutável, e irretratável são seus atos. Observe a declaração apaixonada que faz: “Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê? Será que pode deixar de amar o seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, eu nunca esqueceria você”.
A madre é símbolo de amor. Ser mãe é divino, entretanto, não há amor como o de Deus. Ele faz questão de lembrar-se de você, e lançar no chão do mar mais profundo seus deslizes, suas agruras, imperfeições. Ao confessar suas dificuldades você recebe uma página em branco para escrever um novo capitulo de sua história. Pode colorir ou rabiscar, amassar ou caprichar, a decisão é exclusivamente sua. Quanto ao Senhor que tudo vê, sabe e ouve; veja o compromisso do mesmo para com você: “Pois eu perdoarei os seus pecados e nunca mais me lembrarei das suas maldades”.
Com amor eterno ele ama a todos. Lembra do ladrão na cruz? Mesmo sentindo muita dor, Dimas não esqueceu que tinha um Salvador ao lado: “Jesus, lembre-se de mim quando o senhor vier como Rei!”. Dimas, Agesta e nós não somos preteridos. Por ele, nenhum pródigo será deixado para traz! Nenhum filho será esquecido. O Bom Pastor diz: “Eu afirmo a você que isto é verdade, hoje te digo: você estará comigo no paraíso”. Jesus adormeceu esticado na cruz que não era dele, ressuscitou, conviveu mais quarenta dias e foi para o Céu. Certamente ao voltar, pois assim prometeu, dará as suas ovelhas, uma memória novíssima. Lembre-se disso.
Isaías 49:15 | Filipenses 4:8 | Hebreus 8:12
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
Humildade. E agora?
Humildade não é negar a sua existência, viver em função do outro e esquecer-se de si mesmo. Não permita ser anulado em detrimento de suas escolhas, estilo de vida, aparência ou expressões. Ser humilde é reconhecer, aceitar, ceder, render-se, recuar e avançar da forma e tempo apropriados. Ignorar quem quer que seja é tolice e vergonhoso. Incontáveis são os que sofrem por falta de atenção e compreensão nas relações cotidianas. Mágoas que aprisionam, feridas no centro das emoções, ódio que congestiona as veias da vida, sinalizam um caminho perigoso, fatal. Colecionar indiferença é roby de fracassados e mal resolvidos. É tempo de mudança, erga a cabeça, não tenha medo de tropeçar, levante-se e recomece!
Olhe firme para frente, desvie-se do mal, não economize perdão, ame sem sufocar, trate todos com justiça e não tema dizer sim. Assuma seus nãos. Na viagem rumo à humildade sempre teremos obstáculos, aprenda a conhecê-los. Até quando você continuará nessa vida? Perdendo, caindo, machucando-se, passando por cima dos outros, sendo trevas em vez de farol. Que vida louca vive os loucos! Atitudes de humildade não lhe diminuem, o fazem um “Davi” diante de seus gigantes. A cura que procura começa com você. E agora?
Na busca incessante por respostas, saídas, realizações, afirmações, pessoas de todos os níveis baixam ao menor nível. A humildade passa longe dos que andam na avenida do orgulho. Infelizmente milhões de criaturas racionais estacionam na vaga do comodismo, e puxam o freio do egocentrismo. Para muitos o resto é a sobra de uma exterminação atômica do outro, por que o “eu” é o que importa. Somente os humildes trocam coroas por cruzes, dão os dois lados da face encarando seus desafios. Seres humildes correm abraçados com a prudência e descansam no colo da sabedoria. A consciência deles é leve e seus frutos são de vida para a vida.
Planos perversos, língua mentirosa, mãos assassinas, cegueira espiritual e falta de juízo. Dá para perceber quem se enrola tanto com o orgulho que sofre no calor do fogo da vaidade e cobiça. Você é vítima ou tem feito vítimas? Desde cedo todos devem aprender a conviver com semelhantes egoístas, sem sabedoria. Lavar os pés é o primeiro passo para provar da Ceia Sagrada. Na partilha do pão, da túnica, ao acolher e proteger como Raabe, servir igual à Neemias e amar como Moisés; mudamos de Saulo para Paulo, de “filho do trovão” a João, discípulo do amor. A ausência de humildade minou o fôlego de Judas, enforcado em seu “eu”.
Preste atenção: lute por você, mas não batalhe sozinho. O que digo nessas poucas frases se aplica primeiro a mim. Consigo imaginar o peso que carrega a mente atingida por uma avalanche de palavras humilhantes. Quanta inveja tem destruído como um câncer. O que furta a calmaria de seu espírito e desequilibra suas emoções? Desprezo e possessão de grandeza deixam o ser humano semelhante a Lúcifer em seu caos existencial. Quando é humilde, você se assemelha ao Cordeiro, ao Pai da luz. Você dá sabor, é agregador, é exemplo e inspiração.
Neste mundo de cada um por si, na guerra de olho por olho, dente por dente, esbarramos a todo instante em pessoas banguelas e caolhas. São “aleijados” espirituais desprovidos de compaixão, e mendigos andarilhos na estrada da incredulidade. É preciso humildade para admitir que a atual sociedade, apesar de todo avanço, tem retrocedido e usufrui as conseqüências de não olhar para cima. Nem o Céu é limite quando imbuído de simplicidade, você reconhece que a tumba está fazia e o Mestre pode ressuscitar a vida em seu viver.
Dê o seu melhor até mesmo para os piores. A recompensa está chegando! “Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido”. Mateus 5:5
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
Medo. E agora?
Medo do medo, medo de falar e ouvir, medo de subir e cair, de ter e perder, de ser e não ser. Medo de quando chegar a hora. São muitos temores para pouca coragem? O medo paralisa, amordaça, descarrega suas baterias, lhe causa reações inesperadas, machuca como a mão do carrasco. Quantas perdas irreparáveis. Parece que não é você. Tudo parece maior e impossível. Sente-se pequeno e incapaz. Precisa reagir. Não dá para continuar assim.
Tem ouvido muitas receitas para solucionar o problema que aflige a alma. Existem muitos técnicos mandando em seu campo, outros já disseram que é coisa de sua imaginação, gente que não acredita em seus sentimentos. Por causa desses, você metamorfoseia o diagnóstico, joga para baixo do tapete a situação que é crítica. E assim vai levando a vidinha com a síndrome de “camaleão”. Esconder-se atrás da mascara como Zorro vai camuflar sua verdadeira identidade por quanto tempo? Um dia deixará de ser Batma para enfrentar a luz da fé espargindo a cada dia. O medo que tritura sua mente e coração pode render um aprendizado duradouro. É necessário coragem para dar o primeiro passo, dizer a primeira palavra, estender a mão, entregar as armas, reconhecer limites, quebrar paradigmas.
Tormentos na infância, traumas na adolescência, cicatrizes na idade adulta, quando não resolvidos resultam em uma vida trincada, sofrida, estressada, amarga e desgraçada. A graça é o que você necessita e não tem a mínima condição de conseguir por seus méritos próprios. Ela é de graça e está ao alcance de todos. Esse poderoso remédio não é encontrado dentro de você, não é uma energia, é o néctar para a abelha; a água para a planta; a córnea para o olho; é a Vida Plena.
O medo não é de todo mal. Ele alerta, desperta e revela. A segurança que procura é alcançável. Pode estar nas linhas deste texto, cujas nuances captam os estados de ânimo. Não tenha medo de perguntar: E agora?
Mulheres e homens, desde tempos remotos, embalados pelo medo se escondem em folhas de figueira, mentem e culpam uns aos outros. Assumir a condição edênica é aceitar o sacrifício do Cordeiro. Só os corajosos agem assim na vida moderna, ação simples, porém significativa. Mergulhe fundo, quebre o cativeiro, desprenda-se das miudezas do cotidiano, busque ajuda especializada e confie na Autoridade do universo.
Josué foi um guerreiro que venceu trinta e um reis. Após uma de suas temerosas batalhas, reuniu seus soldados e disse: “Não tenham medo; não percam a coragem. Sejam fortes e corajosos porque o Senhor fará isso com todos os inimigos que vocês enfrentarem”. Josué 10:25. O relato bíblico mostra um jovem determinado que assimilara bem o conselho dado no início de sua missão, no capitulo primeiro, no verso nove: “Não fique desanimado, nem tenha medo, porque eu, o Senhor, seu Criador, estarei com você em qualquer lugar para onde você for!”.
O sucessor de Moisés tremia de medo só em pensar que estava sendo chamado para comandar o povo até a terra prometida. Moisés estava com cento e vinte anos e não podia mais dar conta do trabalho. Ele chamou o ajudante fiel e disse: “Seja forte e corajoso, não se assuste, nem tenha medo”. Deuteronômio 31:7. No livro de Números, no capitulo 27, no verso 18, o Senhor dos Exércitos dá as instruções da nomeação de Josué. Se você voltar nove capítulos, mais precisamente no décimo terceiro do mesmo livro, verá que Josué, que na época chamava-se Oséias, foi um dos doze espiões enviados por Moisés para espionar a terra de Canaã, o lugar prometido aos israelitas.
É impressionante a coragem de Josué e de outro jovem chamado Calebe, somente esses tiveram coragem de animar o povo a enfrentar os gigantes do caminho, passar pelas muralhas até chegar às grandes cidades. Os dez espiões medrosos e os membros de suas respectivas tribos não herdaram a terra. Perambularam por quarenta anos, um ano correspondendo a cada dia de espionagem. Passado esse período de prova e cuidado divino, finalmente chegou o dia da posse, somente os dois corajosos soldados estavam de pé; Josué e Calebe.
Quando da partilha da vitória, Calebe, sem medo, disse a Josué: “Você sabe o que o senhor disse a Moisés a respeito de você e de mim. Eu tinha quarenta anos quando fui espionar a terra. Eu dei um relatório que sabia ser verdadeiro. Os homens que foram comigo espalharam o medo no meio do povo, mas eu obedeci firmemente. Naquele dia Moisés prometeu que eu e meus filhos seríamos donos para sempre de toda a terra que pisássemos. Olhe para mim! Estou com oitenta e cinco anos e me sinto tão forte hoje como no dia em que fui à missão. Se o senhor estiver comigo, derrotarei todos os gigantes daquela época e de hoje”. Segundo escrito em Josué 14:13, Calebe lutou com coragem e foi abençoado. Após quarenta e cinco anos de espera, conquistou a terra dos gigantes, a cidade montanhosa de Hebrom.
Analise as circunstâncias, não amarele na hora “H”, não dê importância aos comentários desanimadores, coloque seus medos nas mãos cravadas de quem já os crucificou. Confie e você será forte e corajoso. Uma nova terra lhe aguarda. A esperança vencerá. Coragem!
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
Cansaço. E agora?
Nunca o coração da terra esteve tão fadigado como agora. A jornada é frenética, alucinante, e quem não acompanha os ponteiros do tempo, já ficou para traz. As metas são altas, a concorrência é acirrada, cada minuto é importante na corrida pela sobrevivência. Toda força e inteligência são canalizadas para o que nos interessa e dá lucro. Cansamos sentidos e órgãos disputando por pessoas e instituições que, nem sempre, nos recompensam pelos esforços. Abatidos, ofegantes, com o coração na boca, não temos para aonde correr, só resta parar e revigorar as forças. Quanta energia desperdiçada em reuniões, discussões, discursos.
Noites em claro, dias sombrios, almoços indigestos, nem ao menos mastigamos. Levamos a vida aos goles e afogamos os raros momentos de prazer sendo sobrecarregados de cansativos compromissos. Como resultado, mais estresse e menos satisfação, muita enfermidade, pouca vida.
O fardo está pesado, o auxílio não chega, não tem nenhum Simão Cireneu para ajudar a carregar a cruz. Caído com o peso da culpa, espiando o mundo que oprime, em meio aos gritos condenatórios da maioria, você balbucia: E agora? O corpo não obedece à mente. Agora se sente pequeno e fraco. Parece cansado demais para levantar-se e continuar.
Cansado de ser, e de não ser. Cansado de não ter ou não poder. Cansado de ficar cansado. Que vida é essa? Aonde isso vai parar? Chega! Você precisa recarregar suas energias. Fique atento aos sinais de alerta. Recicle-se. Dê uma olhadinha ao seu redor, veja quanta coisa interessante lhe aguarda. Tem muita vida para ser vivida.
As preocupações com o dia de hoje e com o vindouro, são como metástase, lesão tumoral que se espalha pelos tecidos e órgãos. Como repousar com tanta ansiedade? Você pensa que tem condições de antecipar os fatos e solucioná-los ao seu modo. Ledo engano. É melhor observar os pardais. Eles são citados pelo Mestre: “Vejam os passarinhos que voam pelo céu; eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem mais do que os passarinhos?” O universo é do tamanho do amor do Criador, por isso são notadas todas as necessidades de um pequeno ser. Crer nisso?
O céu é todo seu. Voe! Deixe ser cuidado pelo Bom Pastor. Não existe distância entre o coração dele e o seu. Aquele que ficou quarenta noites no deserto, e viu o dia nascer, entende sua adrenalina. Desejamos uma nova manhã em seu viver. Dê férias para a rotina. Aproveite remédios naturais como ar puro, luz solar, equilíbrio, confiança, exercícios, água e uma alimentação saudável.
Está escrito na biblia: “Aos cansados ele dá novas forças e enche de energia os fracos. Até os jovens se cansam, e os moços tropeçam e caem; mas os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam”. Na perfeita conformidade não pode haver descanso imperfeito. Acredite, relaxe em quem é a verdadeira Paz.
Não batalhe sozinho. É hora de pisar no freio, viver o shabat sagrado, curtir quem amamos. É tempo de ceitar o novo reino, aceitar que seja feita a vontade do Pai, nos contentar com o maná que precisamos, perdoar os ofensores, e principalmente irmos ao que interessa: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso”. Essa atitude é inteligente, segura e curativa. Experimente sem moderação.
Mateus 6:25 e 11:28 | Isaías 40:29-31
J.Washington F. Alves é jornalista, radialista e escritor.
Acessos: voce@fazbem.com | www.editorafazbem.com
Texto extraído do livro E agora? A pergunta da vida.
-
Sem Tabus - O Problema e a Solução
-
Sem Tabus - Escolhendo a Pessoa Ideal
-
Sem Tabus - O Sexo, Os Solteiros e a Verdade

